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Da onde veio? Pra onde vai? Não sei!

De onde vem e o que causa a violência infantil? A agressão, seja ela física, moral ou psicológica, sempre tem um motivo inicial. Primeiramente temos que analisar a estrutura familiar na qual a criança cresce. Vemos muitos casos de crianças que não são bem vindas, na maioria das vezes por questões financeiras.

Temos que admitir que a sociedade brasileira vive uma crise que não tem fim, famílias não têm condições de sustentar seus filhos e muitas vezes utilizam sua aparência singela para gerar renda. Daí vem as crianças que ficam todos os dias nos faróis da cidade pedindo "um trocadinho". Quando este dinheiro serve para manter um lar é até compreensível, mas existem pais que usufruem do trabalho de seus filhos para sustentar seus próprios vícios.

Agora pensando também na má estruturação familiar gostaria de dar um exemplo de violência física que considero a pior e mais completa. Quantas e quantas vezes não vemos nos noticiários de TV histórias de meninas que são violentadas sexualmente por seus pais ou padrastos. Este tipo de violação abala a vítima em todos os sentidos: moralmente, fisicamente e psicologicamente.

Sempre que saímos de casa vemos meninos e meninas nas ruas, se drogando e lutando pra sobreviver, mas nós os vemos como delinqüentes, trombadinhas e sempre atravessamos as ruas. Se continuarmos agindo assim, esse círculo vicioso não vai mudar nunca, eles continuarão nas ruas e nós continuaremos a escrever palavras bonitas, mas sem ação. Mas, como mudar isso ? Ainda não sei!



- Postado por: Semayat Oliveira às 22h04
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Raízes

Hoje gostaria de falar um pouco sobre um dos problemas que temos atualmente no Mundo: a base familiar. Todos os dias ela está enfraquecendo, a cada mês, a cada ano as pessoas têm se preocupado menos com a formação que darão para seus filhos. Não é de se estranhar, até porque já vi, meninas de 14 anos esperando um filho sem ao menos saber quem é o pai, sem rumo algum, sem ter sido educada o suficiente para educar um ser, sem uma luz no fim do túnel.

É muito comum ouvir casos de mulheres que engravidaram, e sem condições financeiras para criar um filho resolveram deixar seu bebê para que outros cuidem ou até mesmo matar o filho. No site da G1, vi a notícia de um bebê que foi abandonado na porta de uma residência, no último sábado, seis de outubro, em Ibirité, Minas Gerais. A menina, que ganhou o nome de Sofia, foi levada ao hospital municipal da cidade. Ela ainda estava com o cordão umbilical.

No futuro provavelmente a Sofia queira saber quem são seus pais, ou a mãe se arrependa do ato e volte a procura-la, mas imaginem a cabeça desta criança. Se nossos pais são nossas origens, como alguém pode viver a vida toda sem saber quem é? Tudo bem, pai é quem cuida e dá amor, mas deve ser muito triste olhar para a mulher que QUIS ser mãe e não se identificar no rosto dela, nem o nariz, nem a boca e nem o sangue

Existem milhares de crianças nesta situação de "abandono", sem saber de qual árvore nasceu, sem saber onde está sua verdadeira raiz.



- Postado por: Semayat Oliveira às 22h40
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Os sub-registrados

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anualmente, cerca de 370 mil crianças brasileiras não são registradas ao nascer. Isso significa que 11,5% das crianças que nascem todos os anos no Brasil não existem para o poder público. Estimativas apontam que, na América Latina, cerca de dois milhões de nascimentos não são registrados.

Os índices do sub-registro refletem a desigualdade do Brasil. Em 2005, o percentual de crianças que não foram registradas foi de 37,1% em Roraima, 32,1% no Amapá, enquanto em São Paulo o indicador está em 1,8% e no Distrito Federal não há sub-registros.

Em 1997, foi aprovada uma lei que garante a gratuidade do registro civil a todas as crianças brasileiras. Além disso, os hospitais da rede do Sistema Único de Saúde estão sendo estimulados a implantarem postos de registros dentro de suas instalações. Essa medida é necessária, pois estando dentro de hospitais públicos, os postos de registro se tornam mais acessíveis à população mais carente.

O registro civil é assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e garante a crianças direitos como o nome, a nacionalidade e o vínculo familiar. O governo pode agir tornando os postos de registros mais acessíveis e com uma maior divulgação do serviço em regiões onde o percentual de sub-registros é alto. Mas a responsabilidade de registrar as crianças é dos pais, que devem ter consciência de que isso é de extrema importância, pois sem esse registro seus filhos são excluídos dos serviços públicos, não tendo direito à educação e à saúde.

Fonte: Reportagem do Folha Online



- Postado por: Júlia Silva às 23h07
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Madeleines da favela

whatever
David Beckham em campanha para encontrar Madeleine

O "caso Madeleine", no Folha Online pelo menos, tem sido noticiado desde maio. Matérias sobre uma menina britânica -aparentemente de boa renda- têm perdurado na imprensa, enquanto que notícias sobre as atrocidades acontecidas a crianças pobres, no Brasil, muitas vezes não saem do papel, se é que chegaram a ele.

Essa questão é antiga: a violência contra uma criança de classe média é mais importante para a mídia que a contra uma de baixa renda. Não é possível noticiar todas as desgraças ou conquistas do Brasil e do mundo, mas esse "tratamento especial" baseado em classe social é, de fato, triste.

Será que aumentar a divulgação da violência infantil, de todas as classes e cores, surte algum efeito? Aumentar a fiscalização, atualizar o sistema penal no assunto -parece até uma piada-, seriam atitudes em vão? Duvido. Algum efeito teria, mas não penso em uma certeza de queda nos atos violentos. É preciso analisar os motivos variados e a partir disso criar uma solução duradoura.

Infelizmente o espaço está acabando. Mas a bola está levantada. Seja ou não desestruturação familiar, alcoolismo, histórico de violência na família, problemas econômicos ou psicológicos, nesse momento não importa: caso a questão não seja analisada profundamente, crianças, muitas vezes inocentes e incapazes de se defender, continuarão sofrendo.

Foto retirada do Blog "Diga Não À Erotização Infantil"



- Postado por: Marcela Braz às 17h21
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Fazendo a lição de casa

Uma menina recém-nascida foi resgatada com vida depois de ser deixada no rio Arrudas, em Contagem (MG), nesse domingo, 30. O bebê sofreu uma convulsão e continua internado no hospital.

Parece ser um fato atípico, mas não é. Em janeiro do ano passado, uma menina recém-nascida foi resgatada da lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. São muitos os casos de abandono e são muitas as formas com eles são realizados.

O que leva mães a abandonarem seus filhos como animais indesejáveis? Aliás, nem animais indesejáveis poderiam ser abandonados desta forma. As razões para tais atos são diversas e distintas. Mas o que me intriga é a maneira nas quais esses bebês foram abandonados. Neste caso as mães dos bebês foram indiciadas por homicídio, mas quantos bebês já foram deixados por suas mães de forma parecida ou senão pior?

Isso nos faz pensar nos possíveis motivos que levaram as mães cometerem tal crueldade. Falta de dinheiro? Descaso do pai da criança? Não terem estrutura familiar? Falta de maturidade?

Ainda assim não há justificativa. São muitas as perguntas e poucas as respostas. É difícil evitar que bebês sofram essas atrocidades nas condições que muitas mães se encontram. Não existem culpados. No entanto, podemos começar cobrando incentivo do governo a campanhas de planejamento familiar. O que já seria um bom começo.

Fonte: Reportagem do Folha Online



- Postado por: Ana Flávia às 22h26
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Quando políticas importantes falham

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 31% das gestações terminam em aborto clandestinos.

O aborto é um tema bastante polêmico. Decidir sobre a vida de uma criança, que depende totalmente da mãe não é apenas uma questão de moral, é uma questão principalmente de saúde.

No Brasil, o aborto é legalizado em casos específicos, como estupro ou risco de morte da mãe. Mas na realidade, qualquer uma que queira e tenha dinheiro consegue fazer um. Remédios que provocam aborto são encontrados sem dificuldade e clínicas clandestinas funcionam livremente. O que representa um risco para as mães.

Matar uma criança é, por parte das mães que não têm condições de criar um filho, uma atitude desesperada. Uma decisão como essa indica que outras medidas falharam, e essas são essenciais para que mulheres não fiquem grávidas sem planejarem e para que crianças não sofram por não poderem levar uma vida digna, já que suas famílias não tinham condições de enfrentar uma responsabilidade tão grande naquele momento.

É preciso que as políticas de planejamento familiar funcionem. Que os métodos anticoncepcionais cheguem aos mais pobres. Que se fale mais, em casa, na escola ou em campanhas, sobre sexo e sobre as mudanças que um bebê traz. Só assim conseguiremos diminuir os abortos

Fonte: Agência Brasil



- Postado por: Mariana Francischini às 18h19
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As diversas caras do abandono

Uma menina recém-nascida foi resgatada com vida depois de ser deixada no rio Arrudas, em Contagem (MG), nesse domingo, 30. O bebê sofreu uma convulsão e continua internado no hospital. Parece ser um fato atípico, mas não é. Em janeiro do ano passado, uma menina recém-nascida foi resgatada da lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. São em Belo Horizonte. São muitos os casos de abandono e são muitas as formas com eles são realizados O que leva mães a abandonarem seus filhos como animais indesejáveis? Aliás, nem animais indesejáveis poderiam ser abandonados desta forma. As razões para tais atos são diversas e distintas. Mas o que me intriga é a maneira nas quais esses bebês foram abandonados. Neste caso as mães dos bebês foram indiciadas por homicídio, mas quantos bebês já foram deixados por suas mães de forma parecida ou senão pior? Isso nos faz pensar nos possíveis motivos que levaram as mães cometerem tal crueldade. Falta de dinheiro? Descaso do pai da criança? Não terem estrutura familiar? Falta de maturidade? Ainda assim não há justificativa. São muitas as perguntas e poucas as respostas. É difícil evitar que bebês sofram essas atrocidades nas condições que muitas mães se encontram. Não existem culpados. No entanto, podemos começar cobrando incentivo do governo a campanhas de planejamento familiar. O que já seria um bom começo.

- Postado por: Clarissa Machado às 20h54
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Violência no papel principal

 

       

       Foto retirada do site da uol. Jõao e Bilú, no curta de Kátia Lund 

 

Hoje gostaria de sugerir um filme. “Crianças invisíveis” retrata, de modo fictício, a difícil situação das crianças de todo o mundo. São sete curtas de diretores diferentes. Cada um deles escolheu um ângulo para falar sobre a violência infantil, desde a exploração no trabalho, da utilização de menores como fonte de renda, das brigas entre pai e mãe até as contradições causadas por pais ricos e pelo excesso bens materiais.

 

Dos sete filmes, três chamaram muita a minha atenção. O primeiro deles é Jesus Children of América, do cineasta Spike Lee. Ele retrata o dia-a-dia de uma família negra norte-americana. O pai foi soldado na guerra do Iraque, transmitiu o vírus do HIV para sua esposa e ambos são viciados em crack. A filha do casal, Blanca, adquiriu a doença e sofre preconceito preconceito diariamente em sua escola por este motivo. A vida familiar é um conflito constante, os pais lutando contra a dependência, que os consome, e sua filha tentando encontrar um refúgio em meio a tantos problemas


O segundo, acontece no Brasil. A diretora brasileira, Kátia Lund, mostrou como vivem as crianças das periferias. João e Bilú, acordam bem cedo, vão até um depósito de sucata, alugam um carrinho e recolhem latinhas e papelão nas ruas de São Paulo. No final do dia, após tantos transtornos, eles arrecadam 12 reais. O dinheiro é para comprar tijolos para a reforma da casa onde moram.

 

No terceiro, temos um representante africano chamado Tanza. Um garoto esperto, porém triste, que combate “aldeias” inimigas junto a um bando de crianças. A missão dele era explodir uma escola, mas sua essência infantil superou a revolta que plantaram em seu coração. Mesmo carregado de armas e com uma bomba nas mãos ele apenas se deixou debruçar sobre uma mesa, olhar para a lousa e chorar.

 

Os outros quatro também são maravilhosos e merecem nosso tempo e atenção. Enquanto assistia eu pensei em como essas crianças eram adultas.E tudo o que gostariam de ser, é o que realmente são, CRIANÇAS.



- Postado por: Semayat Oliveira às 01h40
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Crianças Invisíveis

O Trabalho Infantil Doméstico é uma forma de trabalho realizada por crianças e adolescentes menores de 16 anos, que executam atividades domésticas em troca de alguma remuneração, teto, comida, roupa ou, em alguns casos, educação. O problema apresenta difícil resolução, pois tais crianças são “invisíveis” para a população, que não encara esse como um problema social.


Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho(OIT), no Brasil, mais de 400 mil crianças e adolescentes na faixa etária entre cinco e 16 anos exercem trabalho doméstico. As meninas são maioria - 90% dos casos, com maior incidência de negras ou pardas.


Além da longa jornada de trabalho e a baixa ou nenhuma remuneração, o jovem ainda fica exposto á uma série de riscos, como abusos sexuais e atos de violência, por acontecer num âmbito residencial, onde não é possível uma fiscalização.E mais, ele correm riscos de intoxicação por ter contato direto com produtos químicos, riscos de acidentes com facas e fogo, e problemas de coluna pelo excesso de peso que são obrigados a carregar. Há ,também,o impacto de deixar a família para viver com outra e ter responsabilidades e obrigações de adultos.


É preciso, mais que uma ação do governo, uma conscientização da população para acabar com essa exploração, que é aceita pela sociedade. E é necessário lembrar-se que o trabalho doméstico só deve ser realizado por maiores de 16 anos.

Fonte: Agência Brasil



- Postado por: Júlia Silva às 16h07
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Milágrimas

 
Foto " Milágrimas" de Marcelo Maragni


O espetáculo de dança Milágrimas, apresentado no Sesc Pinheiros em 2005, foi realizado com estudantes das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro. Os jovens de 14 a 29 anos, vinculados a sete ONGs, trazem ao público a cultura popular africana por meio do canto e da dança. De acordo com a Folha Online, "além de ensaiar --média de seis horas diárias, seis vezes por semana--, os artistas em profissionalização tiveram aulas complementares de lingüística, saúde e história da dança".

Esse projeto possui uma faixa etária abrangente, mas não deixa de ser um exemplo de inclusão do jovem por meio da cultura, aplicável a crianças com idades ainda menores. Dessa forma, é possível trazer uma perspectiva de melhora de vida para a juventude carente, que muitas vezes vêem no tráfico de drogas um alívio para a situação econômica, uma forma de se integrar na sociedade por meio da obtenção de objetos materiais, enfim, uma escapatória.

Para nós que vemos a situação de muitas pessoas das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro pela perspectiva “de fora”, por exemplo, é muito fácil condenar traficantes e achar suas atitudes um absurdo. Mas para os que estão imersos nesse mundo, nada mas natural do que lutar pela sobrevivência pelos meios possíveis.

Não cabe a nós julgar certo ou errado, apontar o dedo, reclamar e rotular. Cabe a nós estudarmos os motivos, entendê-los – sem aprová-los. Mas sim, incentivar projetos e ações sociais como esse do Milágrimas. Tirar da criança a capacidade de sonhar com algo maior e melhor é realmente uma covardia.



- Postado por: Marcela Braz às 14h24
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Os pequenos infratores

Vanderlei Martins, 9 anos, catador de latinhas da Praça da Sé:

Sonho de consumo: "Uma casa
para minha mãe"
O que quer ser quando crescer: "Técnico em computação ou jogador de futebol”
Brinquedo preferido: "Videogame, mas não tenho o controle. Quebrei tentando consertar”
O que te deixa triste: "Não ter o que comer quando estou com fome"

 

Um levantamento feito em abril pela Secretaria de Segurança Pública mostrou que os menores são responsáveis por 2,7% do total de crimes no Estado de São Paulo e os principais delitos são: porte de drogas, porte de armas e tráfico de drogas.

 

Depois desses dois dados fica mais fácil de se pensar em causa e conseqüência, vítima e culpado.Certa vez fui assaltada por dois meninos de rua, eles levaram meu celular, e eu desejei que os dois fossem presos e sofressem pelo o que tinham acabado de fazer. Hoje em dia minha opinião já é diferente, por que será que aqueles dois garotos precisaram roubar meu celular? Talvez eles estivessem com fome e não tivessem o que comer, ou precisassem de drogas para fugir do mundo em que viviam.

 

Esse é nosso sistema, onde a violência faz com que crianças sobrevivam, e ganhem seu sustento, de uma forma ou de outra. Vanderlei é apenas um menino nessa situação, e os outros? Eles não possuem o nome na internet, quem os está ajudando? Provavelmente ninguém.



- Postado por: Helena Priscila às 19h02
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Enquanto tem quem queira, há quem faça!


Foto do filme "Anjos do Sol", trata de prostituição infantil e turismo sexual


Não só no Brasil, mas no mundo todo a prostituição infantil é vista como algo absurdo, que deve ser combatido pela sociedade e pelo governo. As punições pra quem pratica crimes de violência sexual contra menores são severas, mas a luta contra a prostituição deve passar por um combate mais efetivo contra os “clientes”.
A sociedade brasileira é muito hipócrita. Muitas vezes as pessoas que se dizem contra esse tipo de abuso são as mesmas que fazem uso dos “serviços” prestados por essas garotas. A “cultura da tolerância” é o que impede que esse tipo de pratica seja abolido das ruas brasileiras.
O Brasil ganha muito dinheiro com estrangeiros que vêm ao país fazer o chamado “turismo sexual”. Eles não vêm só pra isso, é verdade, mas deixam dinheiro em hotéis, restaurantes, isso acaba sendo benéfico, economicamente, para o país, no entanto para a sociedade e para as crianças isso não é nada bom.
A demanda depende da procura. Não haveria crianças se prostituindo, se não houvessem homens dispostos a pagar para ter relações com elas. A culpa não é só do governo que não fiscaliza, nem só da policia que não pune, nem só das pessoas que colocam essas meninas nas ruas, mas, também, da sociedade toda que é conivente com esse “comércio humano”.

Foto tirada do site Cine Players



- Postado por: Ana Flávia às 17h10
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Entretenimento violento


Pikachu, personagem do desenho "Pokemón"

 

 

Hoje em dia falamos de vários tipos de violência contra as crianças, muitas vezes alguns pais não permitem que seus filhos saiam de casa com medo do suposto perigo que ronda uma cidade, principalmente se for uma cidade como São Paulo , que foi considerada a quarta capital mais violenta do país – depois de Recife, Cuiabá e Porto Velho (segundo o site da BBC).

 

Mas se  pensarmos bem, será que dentro de casa os jovens estão protegidos?  Em 1997, um episódio da série de desenhos animados “Pokémon”, efetivamente fez com que 600 meninos e meninas baixassem em hospitais, no Japão, com convulsões e falta de ar depois de assistir a uma cena com grande quantidade de luzes e efeitos especiais.

 

Depois desse fato, fica realmente difícil decidir qual a melhor de manter nossos filhos afastados do perigo. Alguns especialistas acham que o desenho não traz maiores prejuízos às crianças e até ressaltam que, aos 6 ou 7 anos, elas têm um desejo natural de controle da situação que jogos e desenhos suprem, sem necessidade de interferência dos pais.

 

Agora cabe a nós escolhermos o que é, ou não, violento para nossas crianças, mas é sempre bom ficarmos atentos para que a situação não fuja do nosso controle.

 

Foto tirada do site Imeem



- Postado por: Helena Priscila às 18h39
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A história de Luz

Neste blog, já foi citada a nossa responsabilidade indireta sobre a violência infantil. Mas muitas vezes, as classes que têm mais informação, que julgamos capazes o suficiente de discutir esse problema, são as que o praticam diretamente.

 

Caco Barcellos, em seu livro “o Abusado”, conta a história de Luz. Cuja infância foi repleta de violência doméstica. Aos seis anos a menina foi morar no barraco de três cômodos de sua avó com tios e primos.

 

Um dia, ela acordou, depois de um desmaio, com o tio sobre seu corpo. Caco Barcellos diz que Luz, então com nove anos, era “inocente para compreender o motivo da dor e do sangue entre as pernas, mas já madura para saber o que significavam maldade e covardia”.

 

Depois disso, Luz fugiu de casa e passou a morar na rua, em Copacabana. Durante os anos que viveu no bairro, acumulou cicatrizes no corpo decorrentes dos baldes de água fervendo que eram jogados dos apartamentos sobre ela e outras crianças que dormiam na calçada. Gente informada, mas que tinha coragem de realizar tamanha barbárie.

 

As respostas dela para as crueldades vividas durante sua infância foram simples: ao estupro o silêncio; às queimaduras, a tentativa de acordar seus agressores com o choro de desespero.

 

Veja também: Entrevista com Caco Barcellos sobre o livro feita pelo Observatório da Imprensa

O Blog de Caco Barcellos baseado no programa Profissão Repórter



- Postado por: Mariana Francischini às 20h44
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O direito de ter um pai

Hoje em dia é natural encontrarmos filhos de pais separados. Aliás, a tendência é cada vez mais existirem filhos de pais separados. Nos Estados Unidos, pais separados passam dos 50% dos casos. Eu mesma faço parte desse grupo e acho bem melhor assim. Mas o que me chama a atenção é e a maneira de que isso é marcado na vida de algumas crianças

Conheço um casal de irmãos pequenos, seis e três anos, cujos pais se separaram recentemente. Até aí, tudo bem. No entanto, esta separação não foi nada amigável e a mãe impediu o pai de ver os seus filhos, e como a lei está sempre ao lado da mãe, as chances de o pai vencer uma batalha judicial são pequenas. Logo penso comigo, a mãe quer prejudicar o pai de alguma forma, mas não percebe que os prejudicados são os próprios filhos.

Isso não é abandono ou descaso, isso se chama egoísmo. Estas crianças serão impedidas de ter a presença de seu pai em suas vidas, no momento em que muitas outras crianças estão pedindo por um. Neste caso, a criança mais velha já está com problemas de temperamento e acredita que seu pai não quer mais o vê-lo. Esperamos então, que a lei faça-se justa e conceba o direito a este pai de cumprir seu papel na sociedade, permanecer ao lado de seus filhos.



- Postado por: Clarissa Machado às 22h18
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