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Esmeralda, porque não dancei

 

Quando estava no 2º colegial meu professor pediu para que seus alunos lessem o um livro chamado Esmeralda, porque não dancei.A princípio achei o nome um tento quanto estranho, algo que me pareceu muito alternativo e chato.Comprei o livro e me deparei com a história de real de uma menina, brasileira e moradora de rua.

Para minha surpresa, esse foi um dos melhores, e mais tristes livros que eu já li.A vida de Esmeralda,nome da personagem principal e escritora do livro, é igual a de muitos outros brasileiros que fazem parte do nosso cotidiano.Nascida em SP, em um barraco na favela, Esmeralda foi abandonada pelo pai, e dividiu a atenção de sua mãe com mais 3 irmãos.Ela conta como foi sua infância, como sua irmão foi morta e estuprada por um homem de classe media, como ela escapava do frio nas ruas do centro usando cocaína, e como foi a 1ª vez que foi estuprada pelo seu padrasto.

Que tipo de país vivemos?Um país que não permite que escolhamos entre ser ladrões ou bancários, um governo que não oferece proteção, escola,alimento,e,acima de tudo, dignidade.Esse é o Brasil.Esmeralda nasceu brasileira,mas não estava inserida no contexto de cidade moderna de SP, ela sofreu preconceitos e rejeições.Para mostrar isso, ela escreveu um livro, redirecionou sua vida, começou a trabalhar, virou alguém.

Como será que uma criança que passou por tudo isso, não teve nenhum tipo de apoio, consegue sair desse mundo vazio?Está mais do que na hora de repensarmos na forma com que tratamos aqueles que serão o futuro da nossa história, as crianças.



- Postado por: Helena Priscila às 16h44
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Drogas, Acerolas e Laranjas

 

Sexta-feira, dia 31, estréia o filme “Cidade dos Homens", baseado no seriado de mesmo nome da Rede Globo. O enredo trata da passagem dos protagonistas Acerola e Laranjinha, residentes de uma favela no Rio de Janeiro, para a vida adulta. No longa, o pano de fundo da trama são os conflitos envolvendo o tráfico na favela.

Isso remete ao papel do Estado na violência cometida contra os jovens marginalizados. A ausência do governo nas favelas é um ato violento pois cria um cenário favorável para a inserção do jovem no “mundo das drogas”. Sem infra-estrutura e acesso a educação de qualidade, ele não vê oportunidade de ter uma vida melhor que a de seus pais, e o tráfico se apresenta como solução. Recorrer a isso, no filme “Cidade de Deus” – que deu origem à série da Globo -, foi denominado como largar a “vida de otário”.

Certamente o Estado não pode ser considerado o único “culpado”. Cada um tem seus valores e reage de forma diferenciada. Mas posso dizer que é um fator a ser considerado nessa equação. Acerola e Laranjinha não participam do tráfico, mas sofrem as conseqüências dessa presença na favela. Assim, se o problema não é ter sido inserido nesse mundo das drogas, será conviver com ele.

 

Foto retirada so site Cinema com Rapadura



- Postado por: Marcela Braz às 00h12
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Estátuas feias

Estudos e dados recentes mostram os números alarmantes de crianças desaparecidas no Brasil. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Brasil calcula que todos os anos acontecem cerca de 40 mil desaparecimentos temporários de crianças e adolescentes no país e a Delegacia de Pessoas Desaparecidas do estado de São Paulo recebeu 9.235 denúncias no ano passado. Deste total, 2.329 continuam sem solução. Calcula-se que cerca de 25% dos casos sejam resolvidos nas primeiras 48 horas, pois tratam-se de fugas voluntárias de crianças e adolescentes. E alguém já parou pra se perguntar por que essas crianças fogem de casa?

A resposta é muito simples e por isso mesmo cruel: maus tratos, abusos sexuais e uso de drogas.

Como ainda nos permitimos números como os que eu citei acima? Se analisarmos onde os maus tratos levam, chegaremos à violência contra pedestre, motoristas, medo de assaltos, seqüestros, todas as violências urbanas contra os cidadãos comuns. Nós todos temos medo daqueles “pivetes” da Praça da Sé. Mas dificilmente nos perguntamos por qual razão eles estão ali, simplesmente, escondemos nossas bolsas, carteiras e celulares, como se essas crianças fossem os inimigos públicos numero um e não são, são tão ou mais vitimas que nós. E quando será que essas fugas voluntárias de crianças e adolescentes vão se tornar um problema a ser combatido pela sociedade, quando chamará a atenção da opinião pública? Será que a autora Glória Perez terá que escrever outra novela, como “Explode Coração”, que contava dramas de mães de crianças desaparecidas, para nos tornarmos menos cruéis e insensíveis? Será que só nos sensibilizamos com os fatos quando a televisão joga na nossa cara?

Violência maior contra essas crianças, não é só a que elas sofreram dentro da própria casa, é também fingirmos que elas não existem e passarmos por elas como quem passa diante de uma estátua feia.



- Postado por: Ana Flávia às 10h49
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Acorda! Está na hora

A violência praticada contra crianças é comum desde os tempos mais primitivos, mas nos dias atuais isto atingiu níveis de insuportabilidade, como por exemplo, uma criança ser arrastada por 3 km.


Violência, seja física, moral ou psicológica precisa ser combatida não só pelas autoridades, mas por toda a sociedade, inclusive a família - bater na criança quando a mesma faz  "arte" é inaceitável no século XXI, os pais erram e acham que estão educando - a violência cometida contra uma criança não afeta somente esta, mas à população de um modo geral que será obrigada a conviver com um adolescente revoltado, um delinqüente ou até mesmo um criminoso cruel e insensível, uma vez que as crianças de hoje serão os homens de amanhã e estes não poderão doar amor se só receberam dor e sofrimento na infância. E o problema está aí, hoje, muitas crianças não têm ao menos uma figura familiar pra se espelhar e tornar-se um ser humano bom, sensível ,que respeite o próximo, mas isso envolve outras questões sociais, como a desigualdade de classes.

Zelar pela criança é zelar pelo futuro, pela perpetuação da espécie humana e pela sociedade em geral. Para alguns pode ser apenas um discurso, como todos os outros, mas nós temos que fazer algo pra mudar o mundo em que vivemos, somos muito apáticos e me incluo nesta lista. Temos que sair da nossa redoma de vidro e ver o mundo lá fora, das crianças nos faróis pedindo dinheiro ou daquelas que cheiram cola ou ainda das que se esforçam pra fazer malabares em frente aos nossos carros.



- Postado por: Thais Rebequi às 22h49
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Violência desde cedo

Quando procurei uma notícia sobre violência infantil, logo encontrei não apenas uma, mas várias. Uma criança é deixada no carro enquanto a mãe vai a um baile funk, outra é espancada até a morte, um bebê é abandonado num terreno baldio. Isso em poucos minutos de pesquisa.

 

Mas a que mais me chamou a atenção foi uma notícia não muito recente, mas ainda atual. Em maio deste ano, 38 bebês recém-nascidos morreram em Alagoas. Uma das causas das mortes era a superlotação das duas UTIs neonatais do estado. A maioria nasce prematuramente devido à situação difícil das mães.

 

Nunca conseguiremos amenizar a violência infantil enquanto recém-nascidos morrerem por não haver vagas em hospitais, enquanto não houver o mínimo de condições para essas mães levarem gravidezes saudáveis. Quantos dos bebês que nascem saudáveis também não morrem meses depois por desnutrição e outras doenças simples de se curar se houvesse assistência adequada?

 

São coisas que acontecem todo o tempo nesses estados pobres, mas que poucas vezes as vemos como um tipo de violência infantil. Mas esses também são casos tão graves quanto os outros mais comuns. Afinal, nada mais violento do que não dar uma chance de vida a um bebê.



- Postado por: Mariana Francischini às 20h21
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Super-proteção também é violência

Estava procurando matérias sobre violência quando me deparei com uma questão que nunca tinha parado para pensar antes. Super- proteção é um tipo de violência? Ora, se a rejeição é um tipo, a super-proteção também. Em meio ao constante aumento da violência, não fica difícil perceber o motivo para tal atitude. A cautela excessiva exercida pelos pais tem efeitos drásticos na formação de seus filhos. Se tornou comum ouvir casos de adolescentes rebeldes com dificuldade de se ajustar na vida em sociedade. A criança, que sofre essa proteção exagerada , desenvolve o isolamento emocional, cria o medo de manter relação com pessoas fora do meio familiar, quase não tem amigos e possui timidez elevada. Qual seria o comportamento esperado de um adulto com tais influencias na sociedade de hoje? Isto me faz refletir sobre as atitudes pelas quais somos influenciados e o poder que elas exercem. Este exagero impede a formação de talentos, valores e constrói pessoas com medo e incapacidade de falar. Sabemos que as conseqüências de qualquer tipo de violência são inúmeras, seja ela qual for sexual verbal ou mental... Sim, é clichê dizer isto, mas são essas crianças que cuidarão, ou não, do nosso país.



- Postado por: Clarissa Machado às 21h58
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Tcharam

Nana neném, que a Cuca vem pegar.
Papai foi pra roça, mamãe foi trabalhar.

Bicho papão, sai de cima do telhado,
Deixa o menino dormir sossegado.

Inauguramos agora nosso blog sobre violência infantil.



- Postado por: marcela_braz às 10h51
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