Histórico:

- 01/10/2007 a 31/10/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007
- 01/08/2007 a 31/08/2007



Outros sites:

- Intimidade à venda
- Refúgio Animal
- Cidade de quem?


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Layout Por





Violência no papel principal

 

       

       Foto retirada do site da uol. Jõao e Bilú, no curta de Kátia Lund 

 

Hoje gostaria de sugerir um filme. “Crianças invisíveis” retrata, de modo fictício, a difícil situação das crianças de todo o mundo. São sete curtas de diretores diferentes. Cada um deles escolheu um ângulo para falar sobre a violência infantil, desde a exploração no trabalho, da utilização de menores como fonte de renda, das brigas entre pai e mãe até as contradições causadas por pais ricos e pelo excesso bens materiais.

 

Dos sete filmes, três chamaram muita a minha atenção. O primeiro deles é Jesus Children of América, do cineasta Spike Lee. Ele retrata o dia-a-dia de uma família negra norte-americana. O pai foi soldado na guerra do Iraque, transmitiu o vírus do HIV para sua esposa e ambos são viciados em crack. A filha do casal, Blanca, adquiriu a doença e sofre preconceito preconceito diariamente em sua escola por este motivo. A vida familiar é um conflito constante, os pais lutando contra a dependência, que os consome, e sua filha tentando encontrar um refúgio em meio a tantos problemas


O segundo, acontece no Brasil. A diretora brasileira, Kátia Lund, mostrou como vivem as crianças das periferias. João e Bilú, acordam bem cedo, vão até um depósito de sucata, alugam um carrinho e recolhem latinhas e papelão nas ruas de São Paulo. No final do dia, após tantos transtornos, eles arrecadam 12 reais. O dinheiro é para comprar tijolos para a reforma da casa onde moram.

 

No terceiro, temos um representante africano chamado Tanza. Um garoto esperto, porém triste, que combate “aldeias” inimigas junto a um bando de crianças. A missão dele era explodir uma escola, mas sua essência infantil superou a revolta que plantaram em seu coração. Mesmo carregado de armas e com uma bomba nas mãos ele apenas se deixou debruçar sobre uma mesa, olhar para a lousa e chorar.

 

Os outros quatro também são maravilhosos e merecem nosso tempo e atenção. Enquanto assistia eu pensei em como essas crianças eram adultas.E tudo o que gostariam de ser, é o que realmente são, CRIANÇAS.



- Postado por: Semayat Oliveira às 01h40
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Crianças Invisíveis

O Trabalho Infantil Doméstico é uma forma de trabalho realizada por crianças e adolescentes menores de 16 anos, que executam atividades domésticas em troca de alguma remuneração, teto, comida, roupa ou, em alguns casos, educação. O problema apresenta difícil resolução, pois tais crianças são “invisíveis” para a população, que não encara esse como um problema social.


Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho(OIT), no Brasil, mais de 400 mil crianças e adolescentes na faixa etária entre cinco e 16 anos exercem trabalho doméstico. As meninas são maioria - 90% dos casos, com maior incidência de negras ou pardas.


Além da longa jornada de trabalho e a baixa ou nenhuma remuneração, o jovem ainda fica exposto á uma série de riscos, como abusos sexuais e atos de violência, por acontecer num âmbito residencial, onde não é possível uma fiscalização.E mais, ele correm riscos de intoxicação por ter contato direto com produtos químicos, riscos de acidentes com facas e fogo, e problemas de coluna pelo excesso de peso que são obrigados a carregar. Há ,também,o impacto de deixar a família para viver com outra e ter responsabilidades e obrigações de adultos.


É preciso, mais que uma ação do governo, uma conscientização da população para acabar com essa exploração, que é aceita pela sociedade. E é necessário lembrar-se que o trabalho doméstico só deve ser realizado por maiores de 16 anos.

Fonte: Agência Brasil



- Postado por: Júlia Silva às 16h07
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Milágrimas

 
Foto " Milágrimas" de Marcelo Maragni


O espetáculo de dança Milágrimas, apresentado no Sesc Pinheiros em 2005, foi realizado com estudantes das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro. Os jovens de 14 a 29 anos, vinculados a sete ONGs, trazem ao público a cultura popular africana por meio do canto e da dança. De acordo com a Folha Online, "além de ensaiar --média de seis horas diárias, seis vezes por semana--, os artistas em profissionalização tiveram aulas complementares de lingüística, saúde e história da dança".

Esse projeto possui uma faixa etária abrangente, mas não deixa de ser um exemplo de inclusão do jovem por meio da cultura, aplicável a crianças com idades ainda menores. Dessa forma, é possível trazer uma perspectiva de melhora de vida para a juventude carente, que muitas vezes vêem no tráfico de drogas um alívio para a situação econômica, uma forma de se integrar na sociedade por meio da obtenção de objetos materiais, enfim, uma escapatória.

Para nós que vemos a situação de muitas pessoas das periferias de São Paulo e Rio de Janeiro pela perspectiva “de fora”, por exemplo, é muito fácil condenar traficantes e achar suas atitudes um absurdo. Mas para os que estão imersos nesse mundo, nada mas natural do que lutar pela sobrevivência pelos meios possíveis.

Não cabe a nós julgar certo ou errado, apontar o dedo, reclamar e rotular. Cabe a nós estudarmos os motivos, entendê-los – sem aprová-los. Mas sim, incentivar projetos e ações sociais como esse do Milágrimas. Tirar da criança a capacidade de sonhar com algo maior e melhor é realmente uma covardia.



- Postado por: Marcela Braz às 14h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Os pequenos infratores

Vanderlei Martins, 9 anos, catador de latinhas da Praça da Sé:

Sonho de consumo: "Uma casa
para minha mãe"
O que quer ser quando crescer: "Técnico em computação ou jogador de futebol”
Brinquedo preferido: "Videogame, mas não tenho o controle. Quebrei tentando consertar”
O que te deixa triste: "Não ter o que comer quando estou com fome"

 

Um levantamento feito em abril pela Secretaria de Segurança Pública mostrou que os menores são responsáveis por 2,7% do total de crimes no Estado de São Paulo e os principais delitos são: porte de drogas, porte de armas e tráfico de drogas.

 

Depois desses dois dados fica mais fácil de se pensar em causa e conseqüência, vítima e culpado.Certa vez fui assaltada por dois meninos de rua, eles levaram meu celular, e eu desejei que os dois fossem presos e sofressem pelo o que tinham acabado de fazer. Hoje em dia minha opinião já é diferente, por que será que aqueles dois garotos precisaram roubar meu celular? Talvez eles estivessem com fome e não tivessem o que comer, ou precisassem de drogas para fugir do mundo em que viviam.

 

Esse é nosso sistema, onde a violência faz com que crianças sobrevivam, e ganhem seu sustento, de uma forma ou de outra. Vanderlei é apenas um menino nessa situação, e os outros? Eles não possuem o nome na internet, quem os está ajudando? Provavelmente ninguém.



- Postado por: Helena Priscila às 19h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Enquanto tem quem queira, há quem faça!


Foto do filme "Anjos do Sol", trata de prostituição infantil e turismo sexual


Não só no Brasil, mas no mundo todo a prostituição infantil é vista como algo absurdo, que deve ser combatido pela sociedade e pelo governo. As punições pra quem pratica crimes de violência sexual contra menores são severas, mas a luta contra a prostituição deve passar por um combate mais efetivo contra os “clientes”.
A sociedade brasileira é muito hipócrita. Muitas vezes as pessoas que se dizem contra esse tipo de abuso são as mesmas que fazem uso dos “serviços” prestados por essas garotas. A “cultura da tolerância” é o que impede que esse tipo de pratica seja abolido das ruas brasileiras.
O Brasil ganha muito dinheiro com estrangeiros que vêm ao país fazer o chamado “turismo sexual”. Eles não vêm só pra isso, é verdade, mas deixam dinheiro em hotéis, restaurantes, isso acaba sendo benéfico, economicamente, para o país, no entanto para a sociedade e para as crianças isso não é nada bom.
A demanda depende da procura. Não haveria crianças se prostituindo, se não houvessem homens dispostos a pagar para ter relações com elas. A culpa não é só do governo que não fiscaliza, nem só da policia que não pune, nem só das pessoas que colocam essas meninas nas ruas, mas, também, da sociedade toda que é conivente com esse “comércio humano”.

Foto tirada do site Cine Players



- Postado por: Ana Flávia às 17h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Entretenimento violento


Pikachu, personagem do desenho "Pokemón"

 

 

Hoje em dia falamos de vários tipos de violência contra as crianças, muitas vezes alguns pais não permitem que seus filhos saiam de casa com medo do suposto perigo que ronda uma cidade, principalmente se for uma cidade como São Paulo , que foi considerada a quarta capital mais violenta do país – depois de Recife, Cuiabá e Porto Velho (segundo o site da BBC).

 

Mas se  pensarmos bem, será que dentro de casa os jovens estão protegidos?  Em 1997, um episódio da série de desenhos animados “Pokémon”, efetivamente fez com que 600 meninos e meninas baixassem em hospitais, no Japão, com convulsões e falta de ar depois de assistir a uma cena com grande quantidade de luzes e efeitos especiais.

 

Depois desse fato, fica realmente difícil decidir qual a melhor de manter nossos filhos afastados do perigo. Alguns especialistas acham que o desenho não traz maiores prejuízos às crianças e até ressaltam que, aos 6 ou 7 anos, elas têm um desejo natural de controle da situação que jogos e desenhos suprem, sem necessidade de interferência dos pais.

 

Agora cabe a nós escolhermos o que é, ou não, violento para nossas crianças, mas é sempre bom ficarmos atentos para que a situação não fuja do nosso controle.

 

Foto tirada do site Imeem



- Postado por: Helena Priscila às 18h39
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




A história de Luz

Neste blog, já foi citada a nossa responsabilidade indireta sobre a violência infantil. Mas muitas vezes, as classes que têm mais informação, que julgamos capazes o suficiente de discutir esse problema, são as que o praticam diretamente.

 

Caco Barcellos, em seu livro “o Abusado”, conta a história de Luz. Cuja infância foi repleta de violência doméstica. Aos seis anos a menina foi morar no barraco de três cômodos de sua avó com tios e primos.

 

Um dia, ela acordou, depois de um desmaio, com o tio sobre seu corpo. Caco Barcellos diz que Luz, então com nove anos, era “inocente para compreender o motivo da dor e do sangue entre as pernas, mas já madura para saber o que significavam maldade e covardia”.

 

Depois disso, Luz fugiu de casa e passou a morar na rua, em Copacabana. Durante os anos que viveu no bairro, acumulou cicatrizes no corpo decorrentes dos baldes de água fervendo que eram jogados dos apartamentos sobre ela e outras crianças que dormiam na calçada. Gente informada, mas que tinha coragem de realizar tamanha barbárie.

 

As respostas dela para as crueldades vividas durante sua infância foram simples: ao estupro o silêncio; às queimaduras, a tentativa de acordar seus agressores com o choro de desespero.

 

Veja também: Entrevista com Caco Barcellos sobre o livro feita pelo Observatório da Imprensa

O Blog de Caco Barcellos baseado no programa Profissão Repórter



- Postado por: Mariana Francischini às 20h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




O direito de ter um pai

Hoje em dia é natural encontrarmos filhos de pais separados. Aliás, a tendência é cada vez mais existirem filhos de pais separados. Nos Estados Unidos, pais separados passam dos 50% dos casos. Eu mesma faço parte desse grupo e acho bem melhor assim. Mas o que me chama a atenção é e a maneira de que isso é marcado na vida de algumas crianças

Conheço um casal de irmãos pequenos, seis e três anos, cujos pais se separaram recentemente. Até aí, tudo bem. No entanto, esta separação não foi nada amigável e a mãe impediu o pai de ver os seus filhos, e como a lei está sempre ao lado da mãe, as chances de o pai vencer uma batalha judicial são pequenas. Logo penso comigo, a mãe quer prejudicar o pai de alguma forma, mas não percebe que os prejudicados são os próprios filhos.

Isso não é abandono ou descaso, isso se chama egoísmo. Estas crianças serão impedidas de ter a presença de seu pai em suas vidas, no momento em que muitas outras crianças estão pedindo por um. Neste caso, a criança mais velha já está com problemas de temperamento e acredita que seu pai não quer mais o vê-lo. Esperamos então, que a lei faça-se justa e conceba o direito a este pai de cumprir seu papel na sociedade, permanecer ao lado de seus filhos.



- Postado por: Clarissa Machado às 22h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




O dia em que apagaram a luz

No dia primeiro de setembro a Folha Online publicou o caso de um homem de 35 anos que teve a coragem de abusar sexualmente a filha de sua mulher. Estuprar uma mulher formada já é um ato de crueldade absurda, agora imaginem uma criança, que não tem seu corpo formado, que nem sequer pensa em Sexo. Além disso ele filmou, e publicou as cenas do abuso em um chat na internet. A responsável pela sala de bate-papo percebeu e o denunciou a polícia espanhola. Ele foi preso e não tem direito a fiança.

Esse caso ocorreu na Espanha, mas tivemos um episódio aqui, bem próximo de nós, e poucos tiveram conhecimento. Na mesma época em que o menino João foi arrastado, após um roubo de carro, a bebê Gabrieli de apenas um ano e meio sofreu abuso sexual. Em seguida ela foi estrangulada e deixada na pia de batismo da igreja Adventista, em Santa Catarina. O estuprador tem 22 anos.

É ainda mais triste e revoltante ver as conseqüências que estas atitudes trazem a vida das vítimas. No ano passado uma índia de apenas 9 anos teve um filho, fruto de um estupro, em Manaus.

Eu não sei o que dizer sobre seres que tem a capacidade de agir assim. Em minha opinião um estuprador é um criminoso completo. Ele agride o físico, o psicológico e ao mesmo tempo rouba o futuro de sua vítima.É como se apagassem a luz e tudo perdesse a cor. 



- Postado por: Semayat Oliveira às 13h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




O velho ciclo histórico

A coleção de livros didáticos “Nova História Crítica” foi vetada pelo MEC. No entanto, foi usada por mais de 20 milhões de estudantes nos últimos dez anos. Em entrevista para o site do Estadão, o professor de metodologia de ensino de história da pós-graduação da PUC-SP, Alexandre Godoy, afirmou que as obras não propõe um debate historiográfico, além de trazerem incorreções e preconceitos nelas impressos.

Isso não é um exemplo de cooptação infantil, como nos outros posts, mas esses livros são largamente usados em escolas públicas. Por essa perspectiva, o aluno, já mal preparado pelo péssimo ensino público e pelos professores não-capacitados, tem contato com esse conteúdo incorreto e antiético sem qualquer base para contestação do que foi lido. E a grande sacada é essa: quem escolhe os livros? E a resposta é triste: os professores.

A educação é a base, todos sabem disso. Não adianta somente construir mais escolas públicas e colocar a população jovem nas salas de aula, é preciso investir na capacitação e seleção dos professores públicos. Do contrário, esse eterno ciclo de maus professores formando futuros maus professores nunca cessará.



- Postado por: Marcela Braz às 17h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Alô, criançada! A violência chegou!


Sósia do Mickey Mouse faz apelo a crianças:"Nós venceremos, Bush!"

A rede de televisão Al Aqsa, do Hamas, colocou no ar durante o programa “Pioneiros do Amanhã” um sósia do Mickey Mouse fazendo discursos político-ideológicos aos telespectadores. Entre as mensagens difundidas, temos a de que as crianças deveriam ir à mesquita cinco vezes por dia, até que o mundo esteja "sob liderança islâmica". Além disso, Farfur, nome do personagem, proclamou: “Nós restauraremos a glória desta nação, e liberaremos [a mesquita de Jerusalém] de Al Aqsa, com a benção de Alá, e liberaremos o Iraque e os países muçulmanos dos assassinos".

Vale lembrar qual é o público desse programa: CRIANÇAS. Seres pouco conhecedores do mundo, dependentes de adultos sensatos para guiá-los. No entanto, suas mentes inocentes são preenchidas com mensagens de intolerância e ódio ao próximo, mensagens estas que os jovens não têm capacidade de discernir ou processar se são questionáveis.

Divulgar algo, como verdade, a alguém sem essa capacidade é uma violência, uma imposição. Certamente a criança aceitará o que é dito e talvez crescerá para ser homem-bomba. A questão é: com uma base educacional para analisar o cenário mundial contemporâneo, teria sido esse o futuro da criança?

 

Fontes: Reportagem da Folha Online
Vídeo com trecho do programa (legendas em inglês)

Imagem retirada do site WordPress



- Postado por: Marcela Braz às 21h11
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




A normalidade da violência

...

Aluno: mas professora o seu marido não bate na senhora?

Professora: Não! E porque bateria?

A: porque o meu pai bate na minha mãe.

P: você tem que entender que não é porque o seu pai bate na sua mãe, que todo marido vai bater em sua mulher ou vice e versa...

 

Esse só foi um trecho de uma conversa entre uma professora do ensino fundamental e seu aluno. Fique perplexa quando a professora, me contou do ocorrido. A tamanha falta de atenção dos pais desse garoto ou de tantos outros que vivem o mesmo caso, faz com que essa situação de violência seja NORMAL dentro de nossas casas. A normalidade da violência tomou tal extensão que é um absurdo um aluno fazer uma pergunta como essa. Fico pensando o que será dessa “criança” que convive desde sempre com a violência dentro ou fora de casa, na escola ou na rua, que não tem nenhuma perspectiva de futuro.

Entretanto o que queremos? Que essa criança, que vive com o pai, que bate na mãe desde cedo, seja uma pessoa normal?  Queremos que ele não ache normal o pai bater na mãe, como se fosse ter que tomar banho todos os dias?

É por isso que vários indivíduos que são maltratados na infância ou não recebem nenhum tipo de afeto, crescem e se tornam adolescentes revoltados ou delinqüentes. Será que estes que nos roubam nos faróis não acham normal adquirir, de qualquer forma, aquilo que temos e que eles não têm?



- Postado por: Thais Rebequi às 18h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Entretenimento perigoso

Domingo foi aniversário do irmão de uma amiga. Entre os presentes, estava um jogo de computador de um menino que vai para a escola apenas para maltratar as outras crianças. Ele bate nos garotos menores, puxa a cueca deles, enfim, é o valentão. Mas o pior é que quando ele vai fazer isso com um menino gordo, o garoto começa a chorar e fazer xixi.

 

Fiquei perplexa com o jogo, e mais ainda por um menino de 8 anos, em plena idade de formação de caráter, jogá-lo como se fosse o jogo do Mário.  E esse é apenas um, dentre tantos outros jogos, que pregam o preconceito e a violência. Não é difícil encontrarmos crianças se divertindo com jogos que têm por objetivo principal matar pessoas.

Aqueles jogos inocentes que jogávamos quando éramos crianças perderam espaço para os violentos. Assim aconteceu também com os desenhos.

 

Os pais muitas vezes nem sabem que seus filhos estão expostos a este tipo de entretenimento. Muitos não têm tempo nem para ver o que eles aprendem na escola.

Mas é preciso prestar muita atenção em tudo, principalmente no que a criançada faz durante seu tempo livre, e também proibir esses tipos de jogos e deixar bem claro o que é certo e errado. É mais fácil educar quando se é pequeno do que consertar quando já se está grande.



- Postado por: Mariana Francischini às 18h40
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Limites na telinha

Recentemente o governo implantou um decreto no qual estabelece uma prévia classificação indicativa informando o conteúdo, o horário e a faixa etária adequada nos programas de TV. Com exceção da MTV que já apoiava o projeto antes mesmo de ser implantado, as emissoras não receberam a proposta com aceitação afirmando que o decreto prejudicaria a liberdade de expressão.

Particularmente, acredito que essa classificação não é uma censura. A vida cotidiana do brasileiro está em torno da televisão, o que mostra o quanto esta é influente em nossa vida. Assim, as crianças que estão expostas a qualquer tipo de programação sofrem influências que podem prejudicar na formação de seus cárteres. Ao assistir um programa com conteúdo inapropriado, a criança pode se identificar tanto com o personagem quanto com a situação presente, podendo assim trazer a ficção para realidade.

De fato, programas com cenas de violência ou eróticas dominam a programação da televisão pela alta ganância por audiência, e isso fica ainda pior se a pessoa não tem TV a cabo. Evitar com que crianças não assistam certos programas vai além de classificação indicativa. Também é responsabilidade dos pais orientarem as crianças quanto as suas escolhas e até imporem limites na programação.

 



- Postado por: Clarissa Machado às 16h04
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Ensino mal educado!

 

 

Nesse domingo, 16 de agosto, participei do Fórum Mundial de Educação Alto Tietê, em Mogi das Cruzes. Todas as conferências reuniram movimentos estudantis, de professores e ministérios. Estive presente em uma palestra sobre a educação democrática com o educador, José Pacheco, de Portugal, a professora da Unicamp, Maria Tereza e mais dois convidados.

 

Educar democraticamente, para Pacheco, é deixar que a criança aprenda em seu próprio tempo.

No Brasil  isso não acontece. Elas não conseguem acompanhar a classe em que estudam e até sentem medo de fazer perguntas. Muitas julgam incapaz de aprender e param de estudar. Para os pais que dependem do ensino público isso é ainda pior, os professores estão perdendo a vontade de ensinar e as crianças não vêem motivos para aprender.

 

Outra questão importantíssima é exclusão de crianças especiais. As escolas não estão preparadas para acolhe-las. Elas são encaminhadas para escolas especiais, como se sua deficiência fosse um empecilho para a integração com as demais crianças. Já passou da hora de capacitar pessoas e ambientes para recebe-las e trata-las normalmente.

 

No Fórum Conheci a dimensão  do problema que a má educação, que temos hoje no Brasil, pode acarretar, mas também conheci e vi jovens estudantes interessados em transformar esta realidade.

 

Foto retirada do PMMC Online



- Postado por: Semayat Oliveira às 22h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Descontruindo o futuro

Em dezembro de 1973, teve inicio a Fundação Paulista de Promoção Social do Menor. Em abril de 1976, passou a ser chamada de Fundação do Bem-Estar do Menor - a Febem. Com mais de 60 complexos espalhados pelo estado de São Paulo, a instituição ficou conhecida pela incapacidade de lidar com os menores, pelo número de denuncias de maus-tratos e tortura e pelas rebeliões.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, os menores deveriam ter acesso à educação e uma vida digna. Porém, a Febem e seus funcionários não estavam prontos para oferecer isso. Sem exercer tarefas úteis para seu futuro ou que preenchessem o tempo de uma forma sadia, os jovens acabavam saindo da instituição mais violentos.
O governo extinguiu a Febem e fundou a Fundação CASA(Centro de Atendimento Sócio-educativo a Adolescentes). O projeto é do governo do estado de São Paulo e o trabalho consiste na construção de unidades menores e descentralizadas, diferente do antigo modelo da Febem. As unidades possuem salas de aula, salas de recreação e biblioteca. A descentralização das unidades é importante para que os jovens fiquem mais próximos da familia e a diminuição do tamanho tornaria o controle das unidades mais fácil.
É necessário que haja um melhor planejamento e cuidado da parte do governo, os funcionários devem ser preparados para lidar com os menores. E também que haja um posicionamento da população diante o fato. Não podemos nos importar com o que acontece dentro das unidades só quando os jovens sobem nos telhados durante uma rebelião e sentimos que aquilo nos afeta de algum modo. Não é apenas uma preocupação com o que acontecerá quando os jovens deixarem o lugar, mas também uma preocupação humana.


- Postado por: Júlia Silva às 21h03
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Contexto Família

Quando estava morando na Holanda conheci uma família um tanto quanto "exótica". A mulher era brasileira, seu marido holandês, e o filho do casal era...apenas o filho.A mulher viajou para a Holanda para trabalhar como prostituta, quando chegou lá, conheceu um holandês com quem resolveu "casar". Obviamente a mulher estava ilegalmente na Holanda (mesmo que o país reconheça a prostituição como trabalho). Desse "romance" nasceu um menino, como sua mãe estava ilegal no país, ele não pode ser considerado brasileiro, nem holandês, o pior de tudo, ele não pode ser considerado NASCIDO. Isso porque se o governo holandês soubesse de sua estância, tanto mãe, como filho, seriam deportados de volta para o Brasil.

Diante dessa situação, o que se pode esperar da vida dessa criança? Em minha opinião NADA. Ele não pode estudar, vive dentro de uma casa praticamente 24 horas por dia, já que os pais têm medo de que os visinhos descubram que existem duas pessoas irregulares no país, o garoto não de envolve com outras crianças, que tipo de vida é essa? Eu confesso nunca ter parado para pensar dessa forma, quando estava na Holanda pensava apenas: “que lixo de país que eu vivo? Onde uma mãe prefere criar seu filho longe da sociedade, a deixá-lo viver no Brasil exposto a tanto perigo, miséria, preconceitos etc.”. Hoje em dia penso por outro lado, aqui TALVEZ ele pudesse ser mais feliz, mas confesso que ainda não tenho uma opinião definida.

 



- Postado por: Helena Priscila às 21h33
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




O curral da guerra e as crianças

O documentário "Corações e Mentes" trata da Guerra do Vietnã sob a ótica dos ex-combatentes dos EUA e de vítimas civis vietnamitas. Expõe a visão de “libertadores da opressão comunista e instauradores da paz” presente nos corações e mentes de muitos americanos.

Em uma das cenas, um dos veteranos participa de uma palestra numa escola e faz um discurso completamente inadequado às crianças de lá. Conta como seu dever foi de lutar pelo seu país, em vez de questioná-lo. Também expôs como os membros das forças armadas que fugiram para o Canadá, recusando-se a participar do conflito, foram anti-nacionalistas e à “América” não deveriam mais retornar.

A atitude expressa no documentário é apenas a ponta do iceberg quando se trata da lavagem cerebral feita com crianças nos EUA. Desde pequenos, muitos aprendem valores nacionalistas e racistas, contribuintes para que no futuro, se tornem adultos cegos às ações militares do governo.

Hoje temos uma visão mais ampla a cerca da Guerra no Iraque. Mas em seu início, a população americana majoritariamente a apoiou, com essa mesma visão imperialista do documentário. Provavelmente pessoas que, quando crianças, sofreram uma violenta e injusta lavagem cerebral.


- Postado por: Marcela Braz às 19h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Entre Causas e Conseqüências

Temos nos perguntado diariamente o que fazer pra encontra soluções para os casos das crianças carentes em São Paulo e no Brasil. Temos feito questionamentos a respeito de um posicionamento mais humano de nós mesmo, da sociedade e do governo. E geralmente pensamos e não vemos soluções para o problema das crianças nas ruas.

Mas há projetos sendo realizados. Há parcerias entre ONGs e a Prefeitura de São Paulo.  

Um desses projetos é o Crecas (Centro de referencia da criança e do adolescente).

Cada Centro de Referência da Criança e do adolescente tem capacidade para atender 20 crianças e adolescentes por dia, em situação de risco pessoal e social, de abandono, de rua, e vítimas de violência, de exploração do trabalho infantil e envolvidos em conflitos familiares.

Nesses locais, as crianças não são trancafiadas, mas convencidas a freqüentar as oficinas e a participar de passeios a parques e teatros. Quando retornam às suas casas, o Creca cuida da matrícula na escola e assegura atividades no período pós-escola, nos Núcleos Sócio-Educativos.

Conforme dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, por meio dos Crecas, 1.399 crianças foram encaminhadas às suas famílias, 972 para abrigos e 524 para suas cidades de origem. Desde outubro de 2005, a Secretaria atendeu nos Centros mais de 10 mil crianças e adolescentes.

Há muito mais coisas sendo feitas além do Crecas, mas ainda assim são insuficientes, porque acabam tratando das conseqüências e não das causas, como deveria ser.

 

Saiba mais sobre o Crecas, clique aqui.



- Postado por: Ana Flávia às 16h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




O RETRATO DE UM BRASIL


Menino de rua cheirando cola

 

Eles estão na Praça da Sé em São Paulo. Em todos os lugares eles estão, como se fossem onipresentes, com roupas encardidas, literalmente descamisados, adormecidos nos bancos da praça, poderiam brincar em volta de uma árvore ou fazer travessuras inocentes entre si. No entanto, a inocência não faz parte do cotidiano das crianças e adolescentes de rua que se encontram ou moram no local. O cotidiano desses “meninos de rua” é bem diferente do que deveria ser o cotidiano de uma criança.

Cheirar cola, pedir esmolas e comidas é o que mais se vê na Praça da Sé, Meninos de rua, considerados perigosos e irrecuperáveis foram abandonados pelas famílias e são condenados pelas sociedade, mas por quê? Só por que eles não tiveram a oportunidade que muitos têm de estudar? Só por que eles têm que trabalhar desde a infância? Ou por que eles ficam nas ruas encardidos pedindo esmolas aos transeuntes?

É difícil olhar pra dor dos outros, por isso passamos diante dos “cheira cola” com se fossem estátuas feias no centro de São Paulo.

Enquanto não se encontra uma solução definitiva para o problema, os meninos e meninas permanecem sem perspectiva sobrevivendo como impõe a realidade das ruas. Alheios à convivência familiar e com a comunidade, sem freqüentar a escola e expostos aos riscos e violências diários.

 

Foto retirada do site Scielo



- Postado por: Thais Rebequi às 19h38
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Bebidas, lágrimas, dor

Foto retirada do google imagens

 

 

Hoje resolvi falar sobre alcoolismo. Embora muitas crianças experimentem bebidas alcoólicas cedo, muita vezes até por oferecimento dos pais, vou falar sobre o vícios de seus responsáveis e como isso afeta a vida dessas crianças.

 

Minha mãe é professora numa escola municipal no interior, e convive muito com isso. Ela me conta frequentemente as experiências pelas quais passam seus alunos, que tem entre 5 e 7 anos.

 

Os pais bebem, chegam em casa tarde, batem em suas mulheres e filhos. As crianças chegam com hematomas na aula, sem vontade de estudar, assustadas. Além de abaladas psicologicamente, muitas também se tornam agressivas ou retraídas demais.

 

As mães muitas vezes têm medo de reagir ou de denunciar e vivem assim por anos. É necessário que elas denunciem seus maridos, não apenas por elas, mas também pelas crianças, que mesmo se não apanham, sofrem por viver num ambiente onde não há respeito, controle, sobriedade, e consequentemente há muita dor, medo, falta de atenção, lágrimas. O ambiente de amor, onde uma pessoa em desenvolvimento deveria viver, não existe, existe apenas o ambiente do medo.

 

Os pais são os exemplos que as crianças devem seguir. O que seria pior, seguir esse exemplo ou viver sem um?

 

Saiba mais sobre os Alcoólicos Anônimos em seu site oficial.

Foto retirada do site Argentina Indymedia



- Postado por: Mariana Francischini às 18h09
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Preconceito que cega

O bar do Bocage, na região do Jardim Paulista, já foi um dos pontos GLBT mais importantes da cidade de São Paulo. O público que freqüentava esse bar era, em sua maioria, jovens. Jovens que viam nesse local um abrigo no meio de uma cidade tão preconceituosa e que hoje em dia passaram ir a lugares mais fechados e seguros.

No ano passado um garoto de 16 anos foi assassinado por uma gangue de skinheads em plena Alameda Itu, local onde se encontra o bar. Qual é o prazer de tirar uma vida? Até quando essa diversidade cultural será vista como algo ruim?

A luta por um lugar ao sol, para nós, gays, sempre foi difícil, além de procurarmos por uma igualdade temos que suportar uma série de “ataques” contra nós, no caso desse menino, o ataque foi um assassinato, foi além de xingamentos, de ameaças, de brincadeiras.

Procuramos nos concentra em lugares que não iremos “perturbar” ninguém, criamos um mundo próprio, mas algumas pessoas se acham no direito de entrarem nesse mundo, construído com muita dificuldade, e matar alguém que só luta pelo direito de ser feliz.



- Postado por: Helena Priscila às 18h11
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




De olhos fechados

Foto retirada do site WordPress

Geralmente quando pensamos em trabalho infantil logo vem à nossa cabeça crianças em fazendas de plantações, canaviais ou pedreiras. Sim, de fato, mas essa exploração ultrapassa outros tipos de barreiras. Não precisamos imaginá-las tão longe de nós, basta andar pelas ruas de São Paulo e observá-las em cada farol da cidade.

São talentos escondidos em cada malabarismo de bolinha de tênis ou em cada bola de fogo soprada ao ar. Crianças capacitadas que desperdiçam seus tempos de escola vendendo doces no farol. A única diferença é que no cotidiano urbano, nós fechamos os olhos para o que acontece na nossa frente. Fechamos o vidro do carro, e as ignoramos como se fossem bichos ou seres ofensivos a saúde. Nós literalmente fingimos não ver a realidade, e o pior, já nos acostumamos com ela.

Semana passada eu fui abordada por uma dessas crianças que apresentara um show, um verdadeiro show de malabarismo com bolinhas de tênis. Ao invés de fechar o vidro, a pessoa que estava ao meu lado o cumprimentou e disse: “meus parabéns você é muito bom mesmo!” Naquele momento percebi que essas crianças não necessitam somente de esmolas, mas de um pouco de amor, ou mesmo reconhecimento. O brilho que se estampou em seus olhos e o doce “obrigado” já foi o suficiente para mostrar que não são os bichos que pensamos que são.

 



- Postado por: Clarissa Machado às 14h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Pura contradição

 

No dia 03 de setembro o Jornal da Globo denunciou a ocorrência de prostituição infantil na CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). É uma das maiores centrais de abastecimento da América Latina e está ligada ao ministério da agricultura. Como é um local de compra e venda, há concentração de dinheiro e o objetivo dessas meninas, de 13 a 17 anos, é aumentar a renda de suas famílias.

 

Em alguns casos as próprias mães as acompanham. A polícia militar não pode intervir. Os responsáveis pela questão da infância e da juventude

já sabiam e nada fizeram para impedir. Há por volta de 300 seguranças no local. Mesmo com tantas "forças" presentes essas meninas continuaram sem amparo. È como se fosse permitido. Os problemas econômicos, sociais e culturais se reuniram em um só lugar. Homens aceitam ter relação sexual com menores enquanto mães vêem em suas filhas uma fonte de renda.

 

Agora a Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente pediu para que a polícia federal investigue e para que o ministério da agricultura verifique se houve participação de funcionários. A Ceagesp ira limitar a entrada das menores e as mães que foram vistas serão presas.

 

 Vamos aguardar o desfecho da história. Até por que a permissão de prostituição infantil em território de responsabilidade federal não pega nada bem.

 

Por Semayat Oliveira

 



- Postado por: Semayat Oliveira às 09h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Na tela do computador...

 

Usando a Internet como instrumento de divulgação, uma nova maneira de abuso sexual infantil surgiu: a pedofilia através de sites. Milhares de crianças são expostas ao mundo em situações pornográficas, movimentando um mercado que vai desde a compra de fotografias até o tráfico de menores.

O mercado da pedofilia é responsável, também, pelo desaparecimento de crianças ao redor do mundo. Pelos sites, pedófilos podem contratar serviços de exploradores sexuais, que promovem o turismo sexual e o tráfico de crianças e adolescentes.

Os jovens que passam por esses abusos sofrem danos irreparáveis para o seu desenvolvimento físico, psíquico, social e moral. Como conseqüências desse trauma, podemos citar distúrbios de comportamento, condutas anti-sociais, uso de drogas,doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce indesejada.

É necessário que haja uma luta conjunta de governo e sociedade contra essa violência. Os usuários da Internet devem denunciar os sites que possuam conteúdos abusivos e os pais devem tomar cuidado com os relacionamentos que seus filhos estão criando através da Internet. Deve-se instruir a criança a nunca divulgar dados pessoais e não marcar encontros com desconhecidos.

 

Foto retirada da Revista Galileu



- Postado por: Júlia Silva às 23h09
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Nessa longa estrada sem vida...

Atrás das curvas sinuosas das estradas brasileiras, se esconde um grande problema social, desses que não entram nas estatísticas de acidentes de Trânsito: prostituição infantil.

A violência dentro das próprias casas e a pobreza fazem com que essas meninas saiam e busquem esse caminho. As conseqüências todos nós já conhecemos, uso de drogas, gravidez precoce, doenças físicas e psíquicas.

As perguntas são: o que a sociedade tem feito pra que esse tipo de violência deixe de existir? Pois não adianta jogar pra cima do Estado uma responsabilidade que também é nossa; será que apenas políticas sociais resolvem o problema? Dinheiro não é o único motivo pelo qual elas vão para as estradas, então não pode ser a única solução. Elas sofrem violência domestica, precisam de apoio médico e psicológico. Não de apenas “Bolsa-Familia”. Elas precisam de um lar de verdade, de estrutura familiar. E isso não se constrói apenas com ajuda financeira.

O problema se torna uma grande “bola de neve”, porque se você vem de uma relação familiar conturbada, a tendência é que se passe isso para os filhos.

 Podemos pensar em algumas soluções, como uma policia mais atuante nas estradas, punições eficientes para os caminhoneiros e pra os responsáveis pelas meninas e melhoria na qualidade de vida delas para que não precisem se prostituir. Mas não são soluções de curto prazo. E nisso a sociedade pode ajudar, cobrando iniciativas. Esse é o nosso papel, cobrar de quem pode fazer.  



- Postado por: Ana Flávia às 16h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Às musicas não inocentes

Estava voltando para casa pensando sobre o tema que iria abordar neste blog. Ao mesmo tempo estava ouvindo uma rádio, e em um desses programas de sátiras estava passando uma das músicas do ex-grupo É o tchan, foi então que decide qual seria a minha abordagem de hoje: Músicas com conotação sexual.

No ensino médio um professor já havia me alertado sobre as produções musicais cujas letras são ostensivamente pornográficas, talvez este tipo de produção não seja o caso do grupo É o tchan, embora a música Na boquinha da Garrafa:

 

Vai ralando na boquinha da garrafa
É na boca da garrafa
Vai descendo na boquinha da garrafa
É na boca da garrafa

 

tenha uma letra evidentemente forte e erótica.

Pode ser que, para as crianças, não significa nada ver bailarinas dançando sobre uma garrafa “encenando” uma relação sexual.

Sou daquelas do direito de ir e vir, as pessoas que ouçam o que quiserem, mas temos que levar em conta que crianças estão em fase de formação e não podemos não achar que isso não as afetarão.

É extremamente constrangedor explicar para uma criança de 5, 7 ou 9 anos, o que significa “ quero gozar na sua boca “ ou “ quero meter no seu grelinho” composições deste tipo são veiculadas a qualquer momento em qualquer meio de comunicação. É necessário que o governo, ao menos, tenha algum controle nos horários que são veiculados esse tipo de música, se isso não for possível é preciso apelar para pais e familiares.

 



- Postado por: Thais Rebequi às 18h52
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Sonhos Esquecidos

Rupak De Chowdhuri/Reuters

 

Dados do IBGE de 2005 mostram que cerca de 2,7 milhões de crianças entre 5 e 15 anos trabalham no Brasil. Quase 3 milhões de infâncias perdidas!!

 

São crianças pobres que trabalham em casas de farinha, plantações de cana-de-açúcar, nas carvoarias, nas pedreiras. E que começam antes mesmo dos 5 anos. As que estudam têm desempenho muito fraco, estão sempre cansadas.

 

Muitos sonhos, brincadeiras, risadas, alegrias são deixados de lado por já haver nos ombros desses brasileirinhos um peso tão grande: trabalhar para sobreviver.

 

Para acabar com o problema o governo criou o Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), que adota como medidas: bolsas-escola; atividades extra-escolares; e capacitação e geração de renda para os pais. O programa deu resultado e é muito elogiado.

 

Foi um grande passo. Mas não adianta colocar os pequenos na escola com o intuito apenas de diminuir o trabalho infantil, pois eles serão adultos explorados. É preciso que ela seja o caminho para mudar a vida dessas pessoas.

 

E nós, estamos ajudando? Quantas vezes pensamos nos sonhos que são esquecidos com o trabalho precoce?  Pense nisso a próxima vez que comprar um saco de farinha, muitos desses sonhos podem estar lá dentro.

 



- Postado por: Mariana Francischini às 17h58
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Falta de maturidade

Uma notícia publicada no dia 26 de Agosto de 2007 na folha online me chamou atenção pelo grande descaso presente. Um bebe de um ano e meio foi esquecido no carro pela mãe que estava em um baile funk com uma prima.  A mulher, de 21 anos, foi pega em flagrante e disse que deixou um pedaço do vidro aberto para o bebe respirar. Ela pode até perder a guarda da criança.

Casos como esse já ocorreram antes, como em abril deste ano em que um bebe morreu depois que o pai o esqueceu por mais de 3 horas no carro. O motivo do esquecimento foi dito como a mudança na rotina. Até aí há muitas controvérsias e discussões. Mas no caso mais atual existe uma relevância maior, pois este mostra o despreparo das mães adolescentes nos dias de hoje, e certamente quem sofre as conseqüências são as crianças dessa geração.

Pesquisas afirmam que crianças que tem mães adolescentes tendem a seguir temperamentos agressivos, resultado do despreparo emocional. Esse descuido com os filhos é fruto da inexperiência e falta de maturidade para ingressar na vida materna. Não há soluções certas para esses casos, mas é preciso mais estrutura familiar e um empenho maior do governo nas campanhas de prevenção à gravidez precoce para melhor acolher essas crianças.

 



- Postado por: Clarissa Machado às 20h54
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




“Eu tenho um sonho...

... que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.”

 Martin Luther King

 

Ser negro no Brasil é viver em constante conflito. A nossa sociedade é claramente preconceituosa. Desde a época da escravidão ser negro é sinônimo de inferioridade. Até hoje sofremos as conseqüências deste desrespeito em nosso país.

 

No início da vida escolar, as meninas negras ouvem seus colegas de classe dizerem que seu cabelo é “duro”. Este é só um exemplo da violência psicológica que ocorre por conta do racismo. Estabeleceram um “padrão de beleza” em que os negros não são incluídos, levando outras crianças a não respeitarem as diferenças e a se sentirem superiores.

 

“Uma criança não nasce racista; a construção social, a socialização a torna racista.”

Helena Oliveira Silva, oficial de projetos da Unicef.

 

O racismo nada mais é do que uma barreira para a evolução econômica e intelectual de um segmento da sociedade. No dia 20 novembro de 2006 a Unicef divulgou dados sobre a violência e a exploração de crianças e adolescentes negros no Brasil. Segundo a pesquisa há 800 mil crianças de 7 a 14 fora da escola, destas 500 mil são negras. Existem 2,6 milhões de jovens de 10 a 15 anos trabalhando, deste total  65% são negros. De 400 mil meninas e adolescentes que trabalham como doméstica 98% são negras.  Em 2000 14 adolescentes, de 15 a 18 anos, eram mortos por dia e 70% eram negros.

Eu também tenho o sonho de transformar essa sociedade.

 

Saiba mais sobre Martin Luther King, clique aqui.



- Postado por: Semayat Oliveira às 11h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Denúncia

Embora haja pouca informação sobre violência infantil, os dados existentes sugerem que 96% dos casos de violência física e 64% dos casos de abuso sexual contra crianças de até seis anos sejam cometidos por familiares - site da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Por isso é difícil quando tentamos encontrar uma solução para o problema, já que ele, geralmente, acontece em um espaço privado, onde o governo ou as autoridades não tem acesso livre e só tomarão uma atitude se houver denúncia de alguém que tenha contato com a família ou com a criança.

Assim, a sociedade deve ter uma participação mais ativa e não se calar ao perceber sinais de maus tratos na criança, denunciando os responsáveis. Para que isso aconteça, as autoridades devem divulgar o programa de ajuda “Disque- Denúncia”, deixando claro que não há necessidade de identificação e que, portanto, o nome será mantido em sigilo.

No ano de 2002, por exemplo, a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), vetou um projeto que pretendia divulgar o Disque-Denúncia na traseira dos ônibus da cidade. Seria uma medida importante, já que deixaria o programa mais acessível a toda população.

De acordo com uma reportagem publicada no jornal “Folha de S. Paulo”, no dia 18 de agosto de 2007, o número de denúncias de abuso infantil quadruplicou nos últimos dois anos. É muito provável que o aumento de informação sobre o programa, que lançou propagandas na televisão, tenha elevado as denúncias. Mas isso ainda não parece suficiente.

Mesmo nos sentindo impotentes diante dessa violência, a denúncia é a atitude mínima que podemos tomar.

 

 

 

O Disque-Denúncia atende pelo número 181-15-63-15. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer parte da Grande São Paulo. O serviço funciona 24 horas por dia, inclusive nos feriados.



- Postado por: Júlia Silva às 21h26
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________